Nossa senhora do café

Nossa Senhora do Café, a padroeira dos cafeicultores

Com uma origem curiosa, a Nossa Senhora do Café, é uma santa brasileira que poucas pessoas conhecem. A seguir, saiba tudo sobre a padroeira dos que trabalham com um grão tão precioso na história e cultura do país.

Por que poucos conhecem a Nossa Senhora do Café?

A Nossa Senhora do Café, porém, chegou ao público de uma forma um pouco diferente. Ela é a padroeira dos cafeicultores brasileiros, mas pode não ser tão conhecida no país. Isso ocorre porque sua origem nas publicações ainda é recente.

Na cultura popular, em especial nos estados produtores de café, ela já tem seus devotos e missas mensais. Assim, conheça mais sobre essa padroeira e sua importância na cultura. 

No Brasil e no mundo, por influência da religião católica, existem várias datas para homenagear pessoas santas. Elas, em geral, fizeram grandes ações durante a vida ou apareceram para atender preces históricas.

Qual é a história da Nossa Senhora do Café?

A história da Nossa Senhora do Café começou com o artigo de uma professora, moradora do interior e filha de cafeeiros, a Ana Maria Negrini. Ela escreveu textos para uma revista religiosa durante a década de 60 e, um deles, usou o nome Nossa Senhora de Café.

Esse texto, na verdade, se referia a padroeira brasileira, Nossa Senhora Aparecida, e sua cor. Mas, ela ainda publicou um segundo texto com o mesmo nome. Nele, abordava a ansiedade e as necessidades dos trabalhadores que dependem do café fazendo pedidos.

A partir desta segunda publicação, portanto, a padroeira do café surgiu. Isso porque, esse texto chegou ao Rio de Janeiro e um professor chamado Albertino Fonseca desenhou e enviou a imagem da santa para a professora Negrini.

A devoção a Nossa Senhora do Café é bem forte em países da América Latina. Afinal, é aqui onde o café tem uma grande importância histórica e econômica. No entanto, muitos defendem que não existe uma data precisa para o início desta devoção.

Mesmo assim, acredita-se que ela tenha surgido com a expansão das plantações de café no Brasil. Isso também se expandiu para outros países produtores, como Colômbia, Costa Rica e México. 

Os agricultores voltavam-se para Nossa Senhora em busca de proteção e bênçãos. Afinal, eles enfrentavam as incertezas da colheita e as mudanças climáticas.

Saiba como foi a admissão dela na igreja

Por conta da criação da imagem e do nome que a acompanhou, Nossa Senhora do Café, ela ganhou vida e identidade. Assim, seus devotos também começaram a construir capelas e elaborar suas orações para ela.

Com isso, desde o ano 2004, ela ganha mais fiéis a cada ano. Isso levou a professora Ana Maria a escrever um livro sobre a padroeira do café e contar mais detalhes sobre sua história e devoção do povo brasileiro por ela.

Essa publicação continua à venda em várias lojas e ela possibilitou que a santa chegasse a outros lugares do Brasil. Além disso, a igreja católica aprovou a divulgação da obra. Assim, ela também tem sua data separada no calendário e é no dia nove de agosto.

A sua iconografia

A representação de Nossa Senhora do Café costuma variar. No entanto, em geral, a imagem inclui elementos que fazem referência direta à cultura do café. 

Uma das representações mais comuns mostra Nossa Senhora segurando ramos de café ou cercada por pés de café em flor. Além disso, em algumas imagens, o Menino Jesus é retratado segurando grãos de café.

Isso simboliza a bênção divina sobre a colheita. Então, essa iconografia mostra a ligação profunda entre a fé religiosa e a vida cotidiana dos agricultores.

Entenda porque ela é a padroeira brasileira

Dessa forma, com uma origem curiosa, a padroeira representa não só a religiosidade brasileira, mas também a sua arte. O desenho brasileiro a retratou com todos os tons de café e esse foi um dos motivos para diferenciá-la da santa colombiana.

Onde existem missas para a Nossa Senhora do Café?

Hoje, Nossa Senhora do Café recebe homenagens e preces em alguns estados brasileiros. Em especial, produtores de café, como Minas Gerais e São Paulo. Além disso, o seu reconhecimento conta com:

  • livro e oração;
  • capelas e festas;
  • devotos.

Nas cidade de Machado, existe uma capela para a padroeira. Nela, os trabalhadores se reúnem uma vez por mês nas missas para pedir pela prosperidade da plantação ou da colheita. 

Já em Espírito Santo do Pinhal, cidade natal da professora Negrini, também existe uma capela. Assim como a imagem, apresenta elementos que lembram o café e seus armazéns.

Ela é celebrada com diversas festas e celebrações ao longo do ano. Isso em especial durante o período de colheita. Assim, em muitas comunidades, realiza-se uma missa especial em sua honra.

Nela, os fiéis levam ramos de café para serem abençoados. Em seguida, eles são plantados ou colocados em casa para trazer prosperidade e proteção.

Além das celebrações religiosas, algumas comunidades organizam eventos culturais e festivais. Dessa forma, a ideia é celebrar tanto a fé quanto a cultura do café. 

  • Esses eventos incluem:
  • feiras de café;
  • concursos de baristas;
  • exposições de artesanato local;
  • apresentações musicais. 

Essas festividades ajudam a fortalecer os laços comunitários. Sem contar que são importantes para promover a importância cultural e econômica do café.

Testemunhos relacionados à Nossa Senhora do Café

Ao longo dos anos, muitos devotos de Nossa Senhora do Café ganharam destaque. Afinal, eles relataram milagres e graças recebidas por sua intercessão. 

Histórias de boas colheitas, proteção contra pragas e condições climáticas favoráveis são comuns entre os testemunhos dos agricultores. Em algumas regiões, há relatos de curas milagrosas e de proteção em tempos de crise.

Tudo isso reforça muito a fé e a devoção dos fiéis. Além disso, mesmo com o passar do tempo, essa crença segue forte entre muitos agricultores.

Uma devoção que só cresce

Embora essa crença tenha sido enraizada em comunidades agrícolas, a devoção a Nossa Senhora do Café vai além. Assim, tem se expandido para outras regiões e culturas. 

Isso porque não se pode esquecer do crescente interesse global pelo café. Ainda mais, o aumento da consciência sobre as condições dos trabalhadores também impacta nessa questão.

Dentro desse cenário, essa devoção conta com novos adeptos. Portanto, alguns buscam uma conexão mais profunda com as origens do café. Já outros procuram ajuda para encarar os desafios dentro das plantações.

Em resumo, a fé nessa santidade, celebra o trabalho árduo dos agricultores de café. Dessa forma, ela oferece um símbolo poderoso de proteção, prosperidade e intercessão divina.


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